Segunda-feira

TRIUNFANTE


Sem medo do mar do ar

Sem medo das lágrimas

Dos choros e dor.


Sem medo da solidão solitária

Que caminha com a multidão

Para lugar algum.


De lenços nas mãos e sonhos

No coração.


Luz e esperança

Enxugam as lágrimas

De guerras e paz

Que separa e uni os iguais.

Quinta-feira

PRESENÇA AUSENTE


Quando juntos estamos é que

Mais ausente te sinto

Nesse instante, perco tudo que

Havia ganho e ganho tudo que

Desassossega-me.


Carecido de sua presença

Essa ausência devora toda

Lembrança feliz.


Jamais é no cair da tarde

Na chegada da noite que

Sinto a sua ausência.


Sempre foi no abraço distante

No sorriso furtivo, no beijo gélido

Aqui! Que mais sozinho caminhei e

Mais desassossego me trouxe.


Amando-te inconsciente

Perdi o brilho no sorriso

E o arco-íris da vida.


Entreguei-me por inteiro e nada auferi.

Para preservar essa minha sanidade

Despeço-me dessa prisão.


Haverá certamente aí um momento

De lucidez e, então veras que parti

Descobrir se á que o tempo passou

E o que passou, passado o é

E não poderei regressar.

Terça-feira

LIBERDADE


Fico a olhar serenamente a

Imensa paz deste infinito céu

As andorinhas á voar.


Nele, vejo-as a passar

Entoando cânticos de liberdade

Povoando o imenso azul do céu.


Bailam, na mais singela unificação

Entoam na mais bela melodia á alforria


Em busca do seu horizonte partem

Sem passado, nem futuro, livres.


O presente é a única certeza

A partida e a chegada esta na

Sua vontade, no seu prazer.


Sereno, recolho o meu olhar

Que na imensidão do céu sentiu a

Liberdade do seu viver.

SOLIDÃO


Hoje escrevo-te para que saibas que dispenso

Tua presença embora ainda me sinta tentado

A não escrever. Mas é necessário.


Para que saibas que entre nos já não existe

Companheirismo, não fidelidade nem

Lealdade. Você foi por longos anos, minha

Melhor companhia.


Na ausência de tantos outros sentimentos que

Não consegui exprimir, você não me deixou,

Esteve sempre presente. Quando fiquei no

Abandono, lá estava você.


Quando não tive

Amigos, era você que nas letras das canções

Falava, vociferava, e se fazia presente.


Você solidão, sempre me viu e exibiu como troféu,

Sempre fez questão de em mim estampar o sinal

De que você era minha melhor companhia. Por isso

Sempre me olhei e fui olhado como se olha para alguém

Abandonado. Mas eu era mais.


Eram complacentes os olhares por isso

Minha presença enfadonha.

Em minhas palavras não havia suavidade.

Nelas sempre soava e se sentia

O odor do desprazer de quem sempre

Na depressão de alguma vivência vivia.


Hoje, solidão, tenho a felicidade de te demitir.

Na actual circunstancia você é indesejada e

Não há espaço para convivência! O sorriso

Que hoje trago e os sentimentos

Que a experiência me trouxe fizeram-me

Solidário comigo.

Sexta-feira

LANÇAMENTO


O autor, Gleidston César, e a Temas Originais têm o prazer de o convidar a estar presente na sessão de lançamento do livro“Os sentimentos por detrás das palavras”, a ter lugar no Palácio das Galveias, Lisboa, no próximo dia 16 de Outubro, pelas 19:30. Obra e autor serão apresentados por Isabel Fontes e esta sessão contará com a leitura de poemas por Alexis Wolf.
COMO CHEGAR ATE LÁ
Transportes:
Metro: Campo Pequeno
Autocarro: 1, 21, 36, 44, 49 e 56
Comboio: Entrecampos

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Quinta-feira

(Re)começo


Sinto alento para romper com círculo vicioso.

Todos os dias, faço as mesmas coisas, e espero

Que algo mude.


Sinto a precisão de partir, para tudo que desconheço

Mais que aí recomeço.


Sem descrédito, sem hipocrisias, sem reflexos

Apenas, a verdade e eu, face á face, na

Evidência do recomeço.

Sábado

PERSEVERANÇA


Oh, qual profundo, é o rio que desce e desagua
Entre a profundeza da alma, que assolam o meio-dia.
Aguas essas, que levaram consigo, a solidão das angústias
E as lágrimas de incertezas.

Vestiram-na de seda, banhada em púrpuras
Exalando fragrâncias de jasmim.

Agora, rios de águas contornam a cidade
Em alegres cânticos, de melodias de amores
Bailando sobre as tranquilas ruas que desagua no mar
Onde reflecte a face estendida de quem retornou
O brilho das estrelas e o perfume das flores

Segunda-feira

Hipocrisia


A ingratidão, caminha lado á lado
Com egoísmo, um, alimenta o outro
E ambos, destroem o laço da fraternidade.

Quarta-feira

Perfume da Flor

Me pergunto quem és

seu silêncio acalma-me

suaviza minha dor e

transforma meu

pranto em sorriso


Quem és, que nas noites longas e

gélidas teu corpo aquece meu

espírito, na ausência de paz teu

sorriso apazigua minha dor

devo eu, procurar por quem és.


Meus olhos, se iluminam ao ver seu

semblante de paz, apenas caminharei

sem questionar quem és, serei eu importuno

roubando seu sorriso? Ou serei um salteador

de amores ingénuos? Não, apenas eu, um sonhador

em busca da mais bela flor.


Jamais, precisarei saber quem és, teu perfume

Dir-me-á quem tu és.

Terça-feira

Lançamento Antologia Delicatta IV







Convido-vos para o lançamento da Antologia Delicatta IV, onde participo, sera um prazer ter-vós na apresentação.

OBRIGADO Á TODOS

*cliquem nas imagens para visualizar os convites*

Sábado

FINALMENTE FÉRIAS!!!



Quinta-feira

DESASSOSSEGO

É a ansiedade do futuro, que iça os dias

E faz chorar as noites, e no calor das horas

Surtam com o desassossego.


Se nas noites e madrugadas aqui descrevesse

Infindáveis horas escreveria, com lágrimas no

Sentimentos.


É inevitável não falar das angústias

Seria insensível se as dissimulasse.


Esse presente, que se mostra, um futuro longínquo faz com descrevo, a insignificância com precisão por que dela fui aluno.


Viver aqui, aí, ou acolá,

Me faz perder o presente


ESTAR AQUI,
ME FAZ VIVER

O PRESENTE.

Sábado

SER HUMANO

Descobri que para dois elos de uma corrente se agrupar, é preciso que um esteja aberto
Descobri que para amar, é preciso estar disponível
Descobri que o que me faz ser diferente, é exactamente ser diferente
Descobri que a cor da pele fecha e abre muitas portas
Descobri que ler e escrever é necessário para entender a razão do ser humano
Descobri que ter irmãos na vida, é ser amigo, sem nada em troca pedir
Descobri que ilusões são devaneios, e sonhos são esperança, e que a única diferença entre um e outro, é que um é alcançável e outro não
Descobri que para dizer eu te amo, eu preciso provar primeiro com atitudes, só então depois, a frase terá sentido, aprendi que amar, não é dizer, é vivenciar, disponibilizar e apoiar, sempre.
Descobri que amigos de verdade, são aqueles que tem, os maiores defeitos, e nós conseguimos suportá-los, e vice-versa.
Compreendi que meus pais, são jóias raras, que posso ir e vir, e eles estarão sempre no mesmo lugar de braços abertos para me receber.
Compreendi que experiencia é quando todos os dias me disponibilizo para estar disponível para a vida, sem nada esperar em troca, e meu dia acaba de forma diferente.
Compreendi que respeito, eu conquisto com mas minhas atitudes
Descobri que ter humildade, me abrirá sempre muitas portas
Descobri que preconceito, eu venço com competência
Aprendi que ser negro ou branco, me faz perder tempo no discurso, e ser humano, me faz conquistar a plateia
Compreendo, que quando você terminar de ler esse simples texto, terá uma opinião sobre o que leu, isso ira evidenciar a lógica sobre o que escrito esta.

Sexta-feira

Semelhança


Tudo de mim que é seu, Preserve, envolva-me.


Entre o sol que aquece

Tua manhã na alma,

E o pôr do sol que se vai,

Esvai


Entre o dia que foi, e a noite que será, seremos,

e faremos no gosto do palato o mais

Puro amor


Que as nossas atitudes vivam

Em conformidade com os nossos sentimentos

Segunda-feira

Cegueira Urbana


O povo e o nome, concede na cor, insensível, mente, em juízo pressente.


Iça no seio das gerações, em vida, na vida E perdura, entre os muros da cegueira


Menor o é, em inclusão, princípios, sem Elos, sem laços, desagua nas cores de si, De nós, no arco-íris da vida


Engrandecemos a vida, as origens, unimos, os elos, os laços, em sociedade


Com a vida, em vida, sobrevivemos o caos da ignorância

OBRIGADO Á TODOS