
Como se a roda na corda
Fosse a minha vida
De lá para cá (…)
Todo horizonte é límpido
Ate mesmo nos dias
Mais enevoados
Porque a roda gira
Em torno da corda
Que prende a vida
No horizonte.
Eu preciso saber
Não quero entender
Só quero viver.
Na roda da vida
Meu tempo tem teto
Tem chuva, tem mar.
O azul do mar, de amar
Faz-me quer-te tão bem
Quanto o sabor do amor
Que nele há.
Se eu cantar chorar
Deixa eu viver
Sem eira nem beira.
É pura bebedeira
Da vida, do mar
Do azul do lar
De amar.
Mais ausente te sinto
Nesse instante, perco tudo que
Havia ganho e ganho tudo que
Desassossega-me.
Carecido de sua presença
Essa ausência devora toda
Lembrança feliz.
Jamais é no cair da tarde
Na chegada da noite que
Sinto a sua ausência.
Sempre foi no abraço distante
No sorriso furtivo, no beijo gélido
Aqui! Que mais sozinho caminhei e
Mais desassossego me trouxe.
Amando-te inconsciente
Perdi o brilho no sorriso
E o arco-íris da vida.
Entreguei-me por inteiro e nada auferi.
Para preservar essa minha sanidade
Despeço-me dessa prisão.
Haverá certamente aí um momento
De lucidez e, então veras que parti
Descobrir se á que o tempo passou
E o que passou, passado o é
E não poderei regressar.
Fico a olhar serenamente a
Imensa paz deste infinito céu
As andorinhas á voar.
Nele, vejo-as a passar
Entoando cânticos de liberdade
Povoando o imenso azul do céu.
Bailam, na mais singela unificação
Entoam na mais bela melodia á alforria
Em busca do seu horizonte partem
Sem passado, nem futuro, livres.
O presente é a única certeza
A partida e a chegada esta na
Sua vontade, no seu prazer.
Sereno, recolho o meu olhar
Que na imensidão do céu sentiu a
Liberdade do seu viver.