quinta-feira

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Muito de vez em quando a saudade de mim é tanto
Que revisito-me. Há lugares por onde evito passar.
Por exemplo, não visito com muita frequência meu
Coração, não porque não quero, mas há demasiada
Cicatrizes, silêncios do que ficou, esse pesar no fundo
Nada mas é do que a saudade daqueles que amo, amarei.

E é essa desventura que me afasta. Simplesmente não
Sei o que fazer quando estou só. Eu e meu coração,
Eu e a minha eterna solidão. Então prefiro visitar-me de
Tempo em tempos como uma amante requintada, sensível,
Que só pode receber seu amante com o tempo em queda livre,
Assim ao partir não sente sua despedida. Mas eu sinto sempre
Quando o visito. É demasiado penoso para mim o fardo da saudade.

domingo

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Coros de vozes entoam no eco da vida.
Cânticos de versos tristes, alegres, de
Minha alma e de outras almas que
Choram em rios de rosas secas.

Canto o hino a procura de liberdade
Entre notas vazias e palavras sem
Promessas. Canto eu, canta você, cantamos
Todos, que de alma ávida estende a mão
Para receber um abraço quase em vão.

Quando lanço bravamente a minha dor
Quero alcançar todas as outras que como
Eu vive segregado pela mediocracia que
Ignora meu viver.

Vivamos todos mais do que eles nos proíbem
Elevamo-nos mais do que eles esperam, assim,
Todos nós seremos um do outro á sua própria voz.
De vozes livres nossas palavras vociferará.

quinta-feira

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É importante lembrar
Que nem sempre as
Cordas e acordes da vida
Estão afinados.

Mas…mais importante ainda
É não parar de ser feliz. Dance,
Cante, mesmo quando a canção
Estiver desafinada.

A minha rua.


Nesta rua eu chorei
Nesta rua eu casei
Nesta rua eu morri
Nesta rua eu vivi
Toda uma vida.

Nesta rua
Exposto
Nesta rua

Nesta rua eu senti
Os pássaros á cantar
Os casais enamorar-se.

Nesta rua, eu parti
Nesta rua, eu regressei
Nesta rua amei e,
Fui amado.

Á minha rua
O verde é esperança
O azul é céu
O vermelho é paixão.

Na minha rua todas as cores
São de paz na alma e amor
No coração.

A minha rua.

sábado

Metamorfose


Eu já havia sido
Agora de forma
Completamente
Diferente
Sou outra vez.

Do mesmo jeito o
Que tantas outras
Vezes já fui.

Ausência


[…]Ouço passos apressados de uma massa que
caminha para lugar incerto, todos juntos como se tratasse da última partida.
preciso de um abraço, mas só ouço eles á passar, assim passamos todos[…]


sexta-feira

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“…Do cheiro suave que exala de cada pétala, De cada abraço espontâneo, de amor, amizade, Sacia em mim, no outro, outros, ondas de amor…”

terça-feira


Tão só e, ninguém há, que me diga o porque

Tão visto, que me vejo, sinto completo

Dessa incompletude.


Que caminho não me leva a penumbra

Se não este, que me rouba a placitude.

Sem pouso, sem teto, caminho despido.


Que a solidão dessas minhas definições

Encontre pelos trilhos tantos jardins que

Meus frutos melhor de mim mesmo possa

Descansar nessa mesma sombra.

OBRIGADO Á TODOS