
sexta-feira
quinta-feira
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A minha rua.

Nesta rua eu chorei
Nesta rua eu casei
Nesta rua eu morri
Nesta rua eu vivi
Toda uma vida.
Nesta rua
Exposto
Nesta rua
Nesta rua eu senti
Os pássaros á cantar
Os casais enamorar-se.
Nesta rua, eu parti
Nesta rua, eu regressei
Nesta rua amei e,
Fui amado.
Á minha rua
O verde é esperança
O azul é céu
O vermelho é paixão.
Na minha rua todas as cores
São de paz na alma e amor
No coração.
A minha rua.
sábado
Metamorfose
Ausência
sexta-feira
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terça-feira
Só

Tão só e, ninguém há, que me diga o porque
Tão visto, que me vejo, sinto completo
Dessa incompletude.
Que caminho não me leva a penumbra
Se não este, que me rouba a placitude.
Sem pouso, sem teto, caminho despido.
Que a solidão dessas minhas definições
Encontre pelos trilhos tantos jardins que
Meus frutos melhor de mim mesmo possa
Descansar nessa mesma sombra.
sexta-feira
" Vidas Urbanas "

Para quem estiver interessado no meu ultimo livro " Vidas Urbanas " pode adquiri-lo nos endereços abaixo:
Edium Editores
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Obrigado á Todos!!!
segunda-feira
" Vidas Urbanas "


SINOPSE:
Amor, solidariedade e perdão são os elementos que se combinam neste romance como sendo os ingredientes principais que deveriam mover toda a humanidade.
Numa cidade de milhões de habitantes, onde se cruzam olhares anónimos, é fácil esses sentimentos serem esquecidos.
Mas o autor, através de um enredo aliciante, relata-nos uma história em que vários caminhos se cruzam por acaso, em momentos marcantes, mudando, para sempre, o curso das vidas das personagens que os percorrem.
É caso para dizer que estar no lugar errado à hora errada pode transformar-se, se formos humanos o suficiente para perdoar, no lugar certo e na hora certa, com o que dizendo que há males que vêm por bem.
Perdidos entre essa multidão, amar, perdoar e ajudar o próximo pode parecer muito difícil, mas os únicos impedimentos são os nossos próprios medos. É preciso, pois, que ocorra uma revolução interior, muitas vezes provocada por uma dor física.
Gustavo, um homem superficial, sem valores e sem amor no coração, viverá uma experiência surpreendentemente marcante que o fará renascer e ver, com mais lucidez, tudo o que o rodeia, desde o simples pôr-do-sol até ao olhar luminoso da mulher por quem se apaixona.
A sua sensibilidade fica apurada ao máximo. Torna-se, enfim, mais humano e é disso que fala, em última instância, este livro: " do tornar-se humano."
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segunda-feira
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Pesa-me o fardo de toda partida
Seja por alguém, algo ou lugar
O tempo detém esse presente.
Quando impotente tento conter o
Pensamento na esperança que não
Fuja para lugar que já estive é o
Momento que com maior força rompem
A fraqueza
Adentrando nas saudades que ainda são
Doridas, nesse acto de força, desembrulham a dor
E expõe-na no espelho da vida, não deixando espaço
Para que no tempo esvaneça.
Assim, entre esse passado ainda presente, abrigo-me
Nesse futuro presente ainda preso no tempo.
quarta-feira
Silêncio da alma

Eu vou onde os versos beijam-se
Onde as canções dançam em ritmos
Que acasalam os amores.
Onde as palavras perdem-se
No infinito das suas paixões.
Quando tudo se cala, acabado esta.
Então outro intento nasce desse silêncio
E segue um novo caminho.
Todas essas minhas canções são assim
Terminam, acabam, renascem e vivem
Dias após dias.
É nesse sentir que o grito da alma
Abandona o silêncio retirando-se
Para seu viver a cada fim.
segunda-feira
Nostalgia

Junto ao rio Tejo cantam as gaivotas
Apitam os barcos e o meu amor não passa.
Passam os viajantes uns desembarcam
Outros embarcam.
Entre as cinzas de uma Lisboa quase em
Lágrimas lembrando suas glórias.
Balançam as hastes das bandeiras avisando
Os desavisados que o canto das gaivotas
É o fado de outrora.
Nas aguas turvas do Tejo banha á alma
Corre nas suas ondas levando para outros mares
Á canção dos barcos, das gaivotas, e o cinzento do meu povo.
Subo a liberdade da minha rua, cantando a republica que já foi.
Trago no peito o cravo seco que de esperança esvaneceu.
Agarrado no meu grito vivendo a democracia envelhecida.