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segunda-feira
" Vidas Urbanas "


SINOPSE:
Amor, solidariedade e perdão são os elementos que se combinam neste romance como sendo os ingredientes principais que deveriam mover toda a humanidade.
Numa cidade de milhões de habitantes, onde se cruzam olhares anónimos, é fácil esses sentimentos serem esquecidos.
Mas o autor, através de um enredo aliciante, relata-nos uma história em que vários caminhos se cruzam por acaso, em momentos marcantes, mudando, para sempre, o curso das vidas das personagens que os percorrem.
É caso para dizer que estar no lugar errado à hora errada pode transformar-se, se formos humanos o suficiente para perdoar, no lugar certo e na hora certa, com o que dizendo que há males que vêm por bem.
Perdidos entre essa multidão, amar, perdoar e ajudar o próximo pode parecer muito difícil, mas os únicos impedimentos são os nossos próprios medos. É preciso, pois, que ocorra uma revolução interior, muitas vezes provocada por uma dor física.
Gustavo, um homem superficial, sem valores e sem amor no coração, viverá uma experiência surpreendentemente marcante que o fará renascer e ver, com mais lucidez, tudo o que o rodeia, desde o simples pôr-do-sol até ao olhar luminoso da mulher por quem se apaixona.
A sua sensibilidade fica apurada ao máximo. Torna-se, enfim, mais humano e é disso que fala, em última instância, este livro: " do tornar-se humano."
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segunda-feira
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Pesa-me o fardo de toda partida
Seja por alguém, algo ou lugar
O tempo detém esse presente.
Quando impotente tento conter o
Pensamento na esperança que não
Fuja para lugar que já estive é o
Momento que com maior força rompem
A fraqueza
Adentrando nas saudades que ainda são
Doridas, nesse acto de força, desembrulham a dor
E expõe-na no espelho da vida, não deixando espaço
Para que no tempo esvaneça.
Assim, entre esse passado ainda presente, abrigo-me
Nesse futuro presente ainda preso no tempo.
quarta-feira
Silêncio da alma
Eu vou onde os versos beijam-se
Onde as canções dançam em ritmos
Que acasalam os amores.
Onde as palavras perdem-se
No infinito das suas paixões.
Quando tudo se cala, acabado esta.
Então outro intento nasce desse silêncio
E segue um novo caminho.
Todas essas minhas canções são assim
Terminam, acabam, renascem e vivem
Dias após dias.
É nesse sentir que o grito da alma
Abandona o silêncio retirando-se
Para seu viver a cada fim.
segunda-feira
Nostalgia

Junto ao rio Tejo cantam as gaivotas
Apitam os barcos e o meu amor não passa.
Passam os viajantes uns desembarcam
Outros embarcam.
Entre as cinzas de uma Lisboa quase em
Lágrimas lembrando suas glórias.
Balançam as hastes das bandeiras avisando
Os desavisados que o canto das gaivotas
É o fado de outrora.
Nas aguas turvas do Tejo banha á alma
Corre nas suas ondas levando para outros mares
Á canção dos barcos, das gaivotas, e o cinzento do meu povo.
Subo a liberdade da minha rua, cantando a republica que já foi.
Trago no peito o cravo seco que de esperança esvaneceu.
Agarrado no meu grito vivendo a democracia envelhecida.
sábado
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quinta-feira
sexta-feira
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sábado
AINDA A COR DA PELE INCOMODA

Quando a cor da minha pele
Chega primeiro do que eu.
Você me nega olhar nos
Meus olhos.
O sistema, nega-me o direito
Que me pertence e a sociedade
Silencia remetendo-me de volta
A segregação.
Sem ofício, experiência e
Trabalho, cobram-me falta
De socialização e, demitem-me.
Negando-me o direito de exercer
O que tanto me faz precisão, á inclusão
De socializar-me. Desiludido
Refúgio na solidão.
E nessa opacidade que devasta o
Coração e, faz dilacerar as entranhas
Já não há sonho. Alma esta em cárcere.
Com os pés calejados, já não se movem.
De olhos vedados e mãos atadas
Amargo a opressão da negatividade
Contra a pele que de herança auferi.








